O dia em que um ônibus naufragou

Acidentes são comuns com caminhões e ônibus nas estradas do Piauí. Porém o naufrágio destes veículos terrestres é mais raro de se observar.

Até os anos 1970 ainda existiam no Piauí aqueles ônibus chamados “mistos”, parte carroceria, parte cabine para passageiros, cobertas. Era um ônibus com uma parte de carroceria aberta. Alguns chamavam de “pau de arara”. E tome sacolejo nas estradas então esburacadas e poeirentas deste Piauí.

 mist01.jpg - 35.74 KB
ANTIGO CAMINHÃO MISTO. IMAGEM DE AUTORIA DESCONHECIDA. REPRODUÇÃO.

Leia mais: O dia em que um ônibus naufragou

A desafortunada Barca do Sal

Ao longo de décadas houve uma intensa navegação de vapores em extensão de 1.000 km do rio Parnaíba, da cidade de Parnaíba a Santa Filomena. Numa época em que ainda não havia o transporte rodoviário mecanizado, passageiros e mercadorias de importação e exportação circulavam nos atracadouros de cidades ribeirinhas como Teresina, Floriano, Amarante, Uruçuí, etc. 

Com o contínuo e avassalador desmatamento das margens do rio o assoreamento foi tornando esta navegação cada vez sofrível, pois os bancos de areia cada vez ocupavam inexoravelmente o canal do rio. O golpe de misericórdia foi a construção da Barragem de Boa Esperança, em Guadalupe, inaugurada em 1970, que represou grande volume das águas do Parnaíba, reduzindo o fluxo d’água a jusante. A política rodoviarista do regime militar sepultou de vez as possibilidades de retomada da antiga navegação no Velho Monge.

 bs1.jpg - 32.86 KB
ANTIGO VAPOR ANCORADO EM TERESINA. REPRODUÇÃO

Leia mais: A desafortunada Barca do Sal

Travessias antigas no rio Poti em Teresina

O formoso rio Poti deságua no Rio Parnaíba no bairro Poti Velho, grande centro de artesanato cerâmico de Teresina. Hoje a travessia do rio de um lado a outro é feita por largas e modernas pontes de concreto. Mas e antigamente? Antes da existência destas pontes? A mais velha das pontes existentes que interligam as duas partes da capital, centro e zona leste é a Juscelino Kubitschek, inaugurada apenas em janeiro de 1957. Esta ponte de concreto armado é constituída por três arcos triarticulados de 60,4 m de vão e extensão total de 202,5 m. Posteriormente construíram uma segunda, ao lado daquela, duplicando a capacidade do fluxo de veículos.

A bem da verdade havia uma ponte antiga, de madeira, com uma só pista, que foi levada durante uma violenta enchente, o que levou o Governo a construir uma moderna, de cimento. Todas as travessias eram feitas aproximadamente no mesmo  lugar das modernas pontes que interligam as avenidas Frei Serafim com João XXIII.

 ponte1.jpg - 39.11 KB
 PONTE ANTIGA SOBRE O RIO POTI, DESTRUÍDA DURANTE UMA ENCHENTE. AUTORIA DA IMAGEM DESCONHECIDA. 

Leia mais: Travessias antigas no rio Poti em Teresina

A antiga estrada de ferro Petrolina-Paulistana

Quem conheceu ou conhece as estradas de ferro do estado do Piauí sempre se refere aos seus três trechos conhecidos: Teresina a Parnaíba, desativado em meados dos anos 1990, e os ramais que ainda subsistem, Teresina-São Luís e Teresina-Fortaleza. 

Entretanto, longe da capital, em pleno semiárido, uma quase desconhecida ferrovia teve seus tempos áureos em priscas eras, rasgando a caatinga piauiense: A Estrada de Ferro Petrolina-Paulistana. 

 ab1.jpg - 31.68 KB
 FONTE: VFCO. BRAZILIA. JOR. BR

Leia mais: A antiga estrada de ferro Petrolina-Paulistana

Transportes das antigas

Transportes aéreos, terrestres e flúvio-marinhos que fizeram a História do Piauí.

www.000webhost.com