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Forrozeiro Messias Holanda teve sua cobra esmagada em Teresina

Forrozeiro Messias Holanda teve sua cobra esmagada em Teresina

Em julho de 1982 uma curiosa e confusa matéria jornalística do jornal teresinense O DIA despertou a curiosidade da população. O famoso cantor cearense de forro Messias Holanda (n.1939) perdeu tragicamente sua cobra num acidente em Teresina.

Em 1981 o forrozeiro gravou um LP (Olha do Tamanho da Bichona) onde fala de uma jiboia que ele teria "matado" de “varada”. Era época ainda do forró de duplo sentido e o cantor, que já havia gravado o famoso sucesso “Eu quero me trepar num pé de coco...” produziu seu disco com uma jiboia nas mãos, na capa e na contracapa.

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CAPA DO LP DE MESSIAS HOLANDA de 1981. REPRODUÇÃO.

 

Messias Holanda estava no ano de 1982 em Teresina para fazer um show onde a sua cobra era protagonista importante. Como a reportagem é confusa, temos que fazer certa interpretação do texto, que começa assim:

A cobra encontrada ontem no interior da loja Honululu, e que teve um fim trágico, sendo esmagada por automóveis em frente à CEPISA, depois de ter sido levada para o 1º Distrito Policial, era de propriedade do cantor Messias Holanda, e já era conhecida nacionalmente através do seu mais recente LP, intitulado Olha o Tamanho da Bichona, em cuja capa o cantor aparece com a serpente enrolada em seu pescoço.

A cobra não foi encontrada na loja Honolulu e não se imagina por que teria sido o animal (vivo ou morto?) levado para o Distrito Policial. Vamos tentar explicar toda a confusão.

A loja de discos e acessórios Honululu ficava na Rua Simplício Mendes, já próximo à Praça Rio Branco, em Teresina.

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A SETA ASSINALA AS LOJAS HONOLULU. FONTE: JORNAL O DIA, TERESINA, 18 DE OUTRUBRO DE 1982.

Segundo o próprio Holanda declarou ao jornal O DIA, o sanfoneiro também cearense Cirano (desconhecemos se é o Cirano/Sirano da dupla Cirano e Cirino/ Sirano e Sirino) fora a Lojas Honolulu promover a divulgação de seu LP. Acontece que o sanfoneiro carregava consigo a jiboia dentro de uma sacola e na distração das conversas sobre o LP de seu patrão, foi embora deixando a cobra dentro da sacola no interior da loja.

Segundo Holanda, sua cobra era mansa e muito conhecida em vários programas de televisão, inclusive o do Chacrinha e era parte integrante de seu grupo. Teria sido adquirida de um camelô pela quantia na época de Cr$ 8 mil. Seria mansa e não fazia mal a ninguém...

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CONTRACAPA DO LP DE MESSIAS HOLANDA. REPRODUÇÃO.

O sanfoneiro Cirano esqueceu a cobra na loja e os funcionários não perceberam nem a sacola  e muito menos a cobra escapando dela rumo a rua. Foi sorrateiramente que a cobra do Messias teria saído da loja, atravessado o restante do quarteirão até chegar talvez a Rua Coelho Rodrigues e daí saiu direto rumo ao rio Parnaíba.  Como teria chegado até o prédio da extinta CEPISA, bastante distante dali, sem que chamasse a atenção de populares, ninguém sabe.

Ali, na Avenida Maranhão, a cobra foi esmagada por veículos que passavam.

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A COBRA DE MESSIAS HOLANDA FICOU COMPLETAMENTE ESMAGADA. FONTE: JORNAL O DIA/ELIAS.

Holanda teria se inteirado do final trágico de sua cobra através da reportagem do jornal O DIA. Foi então a redação do jornal prestar maiores esclarecimentos. Segundo o jornalista Deusdeth Nunes (o Garrincha) que o entrevistou, o cantor estava visivelmente abatido com a perda de seu réptil. Mas eximiu de culpa tanto o forrozeiro que a esqueceu com o também não iria reivindicar nada das lojas Honolulu, de onde teria desaparecido sua cobra. Refeito do impacto sentimental, afirmou que sua missão seria adquirir outro exemplar similar para seus shows. Chegou a afirmar aos repórteres que tinha amor à sua cobra como se fosse um membro do grupo.

Quanto à participação do 1º Distrito policial, que fica relativamente perto do prédio da extinta CEPISA, fica sem explicação plausível sua inserção na matéria.

Fonte: jornal O DIA, Teresina 17 de julho de 1982, com texto de Cazé e fotos de Elias.

 
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