Misteriosa igreja em Cocal polemiza povoamento do Piauí

A fazenda Frecheira possui paradisíacas e copiosas piscinas naturais de águas límpidas e cristalinas, provenientes de inúmeras nascentes borbulhantes, que provocam notáveis enxurradas formadoras de pequenas cascatas e riachos.

Estes minadouros são cercados naturalmente por exuberante e verdejante vegetação, a maior parte de grande porte e intrincada. Ali estão as frondosas árvores nativas como buriti, açaí, babaçu, pau d’arco, cedro, faveira e outras, ao lado de árvores frutíferas exóticas como bananeira, mamoeiro, mangueira, coqueiro e outras, tudo em um fulgurante verde, resultante do nutritivo húmus e da elevada umidade do lençol freático.

Esse bem drenado solo demonstra até que ponto a água subterrânea do local é generosa. O microclima nesta verdadeira floresta tropical é ameno, mal se observando em algumas partes a luz do sol, de tão densas e elevadas as suas árvores, cujas copas se confundem e se entrelaçam.

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A IMPRESSIONANTE FLORESTA DA FAZENDA FRECHEIRA

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1926: A maior enchente da história de Teresina?

Localizada na confluência dos rios Poti e Parnaíba, Teresina sempre esteve sujeira a fortíssimas enchentes no período de verão. Fica difícil definir realmente qual foi a maior enchente já ocorrida na Capital. Contribui para esta indefinição dois fatores: primeiro, os registros só são mais precisos após a mudança da Capital para o atual local, em 1852; em segundo lugar, como a história é o registro das atividades humanas, e o ser humano é o foco dela, uma cheia volumetricamente imensa há 100-150 anos seria menos impactante do que uma ocorrida recentemente, em decorrência do acentuado processo de urbanização.

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CONFLUÊNCIA DOS RIOS POTI (ÁGUAS ESCURAS) COM O PARNAÍBA (ÁGUAS MAIS CLARAS). FONTE: http://teresinaecologica.blogspot.com.br

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A misteriosa fazenda Serra Negra em Aroazes

Em outubro de 2004 tivemos a calorosa oportunidade de conhecer a famosa e misteriosa fazenda Serra Negra, localizada a 200 quilômetros da capital Teresina, na porção centro-norte do Estado. O local dista menos de 30 quilômetros da sede do município de Aroazes por estrada carroçável.

Hoje o imóvel faz parte de um mega-latifúndio do poderoso grupo empresarial cearense Edson Queiroz, com o nome de Esperança Agropecuária Ltda. Com cerca de 198.000 hectares abrangendo terras dos municípios de Aroazes, Valença do Piauí, Santa Cruz dos Milagres, Pimenteiras e São Miguel do Tapuio. Ali a atividade principal da empresa é a pecuária, com 32.000 mil vacas reprodutoras, 5.500 caprinos e ovinos, além de cavalos, jumentos e burros.  Há também milhares de hectares de cajueiros e 1.200 colméias.

Há também plantações de cana-de-açúcar e sorgo. Uma extensa área destinada á preservação ambiental abriga animais silvestres da região. Alguns afloramentos rochosos areníticos abrigam pinturas e gravuras rupestres multimilenares.

A região é privilegiada em termo de umidade. Além de imensos açudes, é cortada por rios perenes, como o Sambito e o período chuvoso é um tanto generoso, não ocorrendo ali agravantes secas. 

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IMAGEM GERAL DO LATIFÚNDIO, VENDO-SE AO FUNDO A CASA SECULAR DA FAZENDA.

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Holandeses no Piauí

Em 1621 os holandeses criaram a Companhia das Índias Ocidentais. O gigantesco empreendimento seria responsável pela organização da invasão do território brasileiro, visando principalmente se apossar de nossa florescente agroindústria açucareira. Naquela época o açúcar de cana era uma mercadoria muito estimada e de alto valor na Europa.

A primeira tentativa de dominar o Brasil durou menos de um ano, culminando com a expulsão dos batavos da Bahia, em 1625.

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"PLANTA DA RESTITUIÇÃO DA BAHIA", POR (JOÃO TEIXEIRA ALBERNAZ, O VELHO, 1631): MOSTRA A ARMADA PORTUGUESA-ESPANHOLA CERCANDO SALVADOR, ONDE ESTAVAM ALOJADOS OS HOLANDESES. 

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Chefe de Lampião foi expulso do Piauí

Quando Lampião (1988-1938) e seus irmãos Antônio (1895-1927) e Livino (1896-1925) caíram em definitivo no cangaço em junho de 1920 para vingar a morte de seu pai, Virgulino teve que aguardar bastante tempo até ser chamado de chefe ou líder de bando ou até de Lampião. Com efeito, a princípio os Ferreira entraram para o bando de Sebastião Pereira mais conhecido como Sinhô Pereira, um pernambucano nascido em 1896 e falecido em Minas Gerais em 1972.

Segundo Sinhô Pereira em entrevistas, Lampião e os irmãos chegaram de Alagoas depois do assassinato do pai, dispostos a confrontar com José Saturnino, seu inimigo comum. Não tinham condições financeiras nem experiências e participaram com muita bravura de alguns combates.

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RETRATO DA FAMÍLIA FERREIRA, TIRADO EM JUAZEIRO, EM 1926. LAMPIÃO (1) ESTÁ À DIREITA; SEU IRMÃO ANTONIO (2) ESTÁ À ESQUERDA; EM PÉ, NO MEIO, COM A MÃO NO OMBRO DA ESPOSA, JOÃO (3), O ÚNICO IRMÃO FERREIRA QUE NÃO ENTROU PARA O CANGAÇO; EZEQUIEL (4), O IRMÃO MAIS MOÇO, QUE ENTROU DEPOIS PARA O CANGAÇO, ESTÁ A ESQUERDA DE JOÃO. AS SENHORAS SÃO IRMÃS DOS RAPAZES. OS OUTROS HOMENS NO GRUPO SÃO PRIMOS. FOTO LIBERADA POR JOÃO FERREIRA, PROPRIÁ-SE. NÃO IDENTIFICAMOS NA IMAGEM O IRMÃO LIVINO. 

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