Meteoro gigantesco caiu no Piauí há milhões de anos

Chamamos de astroblemas as imensas marcas deixadas por gigantescos corpos celestes que colidiram com o nosso planeta há milhões de anos. A expressão vem do grego Astron (astro) e Blema (cicatriz). Podemos diferenciar estas crateras de impacto das crateras comuns pelo fato de serem sempre maiores, mais antigas e muitas vezes sem vestígios de restos do meteorito que as causou. Geralmente só são identificadas após exaustivo trabalho geológico de campo e pela interpretação de imagens de satélite, onde as estruturas de impacto mostram-se dômicas e circulares. 

 astr1.jpg - 29.06 KB
CRATERA DE IMPACTO BARRINGER, NO ARIZONA, ESTADOS UNIDOS. POSSUI 1,6 KM DE DIÂMETRO E PROFUNDIDADE DE 200 METROS. É NOVA, POIS O IMPACTO OCORREU APENAS HÁ 50.000 ANOS. A QUEDA DO METEORO DEVE TER SIDO PRESENCIADA POR ANTIGOS AMERICANOS. REPRODUÇÃO.

Leia mais: Meteoro gigantesco caiu no Piauí há milhões de anos

Jazidas de mármore e calcário em Fronteiras e Pio IX

Imensas jazida de Calcário Calcítico e Calcário Silicoso afloram nas porções limítrofes entre os municípios de Pio IX e Fronteiras, situados no semiárido piauiense, limitando-se com a porção sul do estado do Ceará. Inseridos no meio desta riqueza, uma mina de mármore abandonada. 

As áreas dos municípios de Fronteiras e Pio IX integram geologicamente a porção sudoeste da grande Província Borborema, compostas por rochas ígneas e metamórficas.

O calcário Calcítico, de cor cinza, é explotado pela Itapissuma S/A (Grupo João Santos-Cimento Nassau), para sua unidade de cimento de Fronteiras, instalada em 2001. As jazidas situam-se nos dois municípios, notadamente nos lugarejos Monte Verde (Pio IX) e Fazenda Monte Alvão  (Pio IX e Fronteiras).


AFLORAMENTO DE CALCÁRIO EM PIO IX

Leia mais: Jazidas de mármore e calcário em Fronteiras e Pio IX

Jazidas de siltito produzem lajes para revestimento

Na Bacia Sedimentar do Parnaíba, onde se insere integralmente o município de Piripiri-PI é comum a presença de uma rocha dura chamada siltito. Em vários municípios ela é extraída por trabalhadores tipo garimpeiro ou por empresas nacionais e até transnacionais. 

Quando a rocha se mostra muito compacta, serve para confecção de paralelepípedos. Mas o maior valor está em sua ocorrência na forma de placas. As de melhor qualidade são esquadriadas, padronizadas e vendidas no mercado nacional e até internacional. Delas se fazem mesas, pisos internos e revestimento para paredes. 

As de qualidade inferior vemos muito nas residências mais modestas na forma de cercas, pisos de calçadas, revestimento de paredes, etc. 

Para valorizar o material, chama-se comercialmente (de forma errada) o siltito de “quartzito” ou “ardósia”, rochas metamórficas de maior valor. 

A de Piracuruca-PI, de cor escura, está desvalorizada no mercado. A de Piripiri, Juazeiro do Piauí e Castelo do Piauí, de cor cinza-amarelada são as mais valorizadas atualmente. 

O siltito de Piripiri é explorado nas cercanias do Povoado Pé-do-Morro, ao longo da BR-404 que liga a cidade a Pedro II. 

Leia mais: Jazidas de siltito produzem lajes para revestimento

Geociências e meio ambiente

Descrições e textos ilustrados sobre geologia, paleontologia, espeleologia, hidrogeologia, hidrografia, clima, mineração, geomorfologia, questões ambientais, etc.)

www.000webhost.com