Mercado da Piçarra: o point gastronômico de Teresina

Geralmente os mercados públicos do Piauí são vistos como lugares de baixa salubridade, com a presença de lixo, sujeira, cães passeando, urubus circundando, falta de higiene dos permissionários, etc. Existem algumas exceções, é claro. Uma delas é o Mercado Público do Bairro Piçarra, tradicional praça de alimentação para o teresinense situado na Av. São Raimundo.

A Associação de Permissionários soma 140 comerciantes, dos quais 25 administram boxes do concorrido setor de alimentação. Como um mercado comum, o edifício também possui setor de venda de carnes, aves peixes, frutas e verduras, mercearias, etc. Mas é conhecido por todos como um dos mais típicos, atraentes e limpos centros gastronômicos de Teresina. Atrai diariamente não só teresinenses, mas turistas que visitam a Capital e se encantam com sua culinária apetitosa.

 api-01.jpg - 37.44 KB
PARTE DA FACHADA DO MERCADO DA PIÇARRA. 

Leia mais: Mercado da Piçarra: o point gastronômico de Teresina

Pequi: o “Viagra” do sertanejo piauiense

Segundo uma crença fortemente arraigada nos sertões nordestinos, o pequi, fruto do pequizeiro (Caryocar brasiliense), possui características afrodisíacas, sendo originalmente consumido pelos sofridos camponeses com rapadura e farinha. Diz a tradição que é no período da queda natural do fruto, quando os nativos começam a consumi-lo,  que mais cresce a população interiorana.

É também conhecido como piqui, piquiá, pequerim, amêndoa-de-espinho, grão-de-cavalo, suarí. A palavra pequi, na língua indígena, significa "casca espinhosa". Em muitas regiões a sua exploração extrativa constitui importante ocupação para inúmeras famílias, que têm essa cultura como fonte de renda e de emprego através da colheita, processamento e comercialização do pequi, pelo menos durante quatro meses no ano. (www.emater.mg.gov.br).

 apeq01.jpg - 149.03 KB
UM FRONDOSO PEQUIZEIRO NO ASSENTAMENTO DAS MULHERES ORGANIZADAS, PIRIPIRI-PI.

Leia mais: Pequi: o “Viagra” do sertanejo piauiense

Carne de sol de Campo Maior: uma iguaria incomparável

O prato é típico do Nordeste embora hoje seja conhecido em todo o Brasil. A carne-de-sol já se integrou ao costume culinário nacional, sendo considerada iguaria fina em restaurantes de todos os rincões.

Antes de ser levada ao consumidor final, há um ritual de preparação, salga e desidratação, que é um método antigo de conservar alimentos de origem animal, salgando e secando ao ar livre e vento quente as peças de carne, em geral bovina e também caprino-ovina.

Como o produto exige um clima muito seco, o preparo da carne de sol legítima só é mais apropriado nas regiões menos chuvosas do Nordeste, daí ser um típico produto nordestino.  A secagem é rápida, formando uma espécie de casca protetora que conserva a parte de dentro da carne úmida e macia. A umidade é inimiga da qualidade e da conservação das mantas de carne salgadas, exigindo salga mais demorada em época de chuvas.

Disputam o título de “cidade da carne-de-sol” três urbes nordestinas: Picuí no estado da Paraíba, Caicó, no Rio Grande do Norte e Campo Maior, no Piauí, esta última a 80 km ao norte de Teresina.

Não há quem tenha percorrido a BR-316 cortando ao meio a cidade de Campo Maior e ignorado os dezenas de quiosques que vendem a afamada carne da Cidade, decorando gastronomicamente a paisagem urbana com suas cobiçadas mantas expostas aos olhos curiosos dos passantes. Nos restaurantes da Cidade é o prato mais consumido, bem como nas residências. 

A pecuária bovina extensiva, de tradição secular em seus campos planos entremeados de carnaubais criou a culinária mais típica do Estado, um verdadeiro “artesanato” de suculentas carnes.

 aaa.jpg - 104.50 KB
  QUIOSQUE COM CARNE DE SOL EXPOSTA EM CAMPO MAIOR 

Leia mais: Carne de sol de Campo Maior: uma iguaria incomparável

Culinária típica

Um conhecimento sobre as comidas típicas do Estado tipo carne de sol, capote, buchada, etc, e ainda restaurantes típicos, temperos, doces, licores, cajuína, etc.

www.000webhost.com