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Costumes e tradições

O Museu da Cachaça em Piracuruca

Existem inúmeros museus de cachaça espalhados pelo Brasil. Resguardam valores culturais que integraram nossa população por décadas ou até séculos.

No site especializado  www.cachacaexpress.com.br/museus, é possível se conhecer um pouco dos principais museus do gênero no Brasil. Destaque para o da tradicional cachaça Ypioca, localizado na primeira unidade fabril da Ypioca Agroindustrial, no município de Maranguape, a 25 km de Fortaleza. Foi inaugurado em agosto de 2000, exatamente no mesmo local em que seu fundador Dario Telles de Menezes, imigrante português, trouxe para o Brasil um pequeno alambique de cerâmica em 1843. O museu possui ainda o maior tonel do mundo, conforme registro do Guiness Book, com capacidade de 374 mil litros.

E aqui no Piauí? Bem há um museu mas que na verdade é um point de revenda de aguardentes de inúmeros tipos e também funciona como bar. Trata-se do Museu da Cachaça em Piracuruca-PI, na Av. Aurélio Brito. Foi fundado por há uns cinco anos por Adriano Amaral. Bom, de originalidade o museu é ímpar. Ali não há fotos, alambiques, barris, etc. Só cachaças, artesanais e industrializadas. O local é visitado por turistas que visitam a Cidade. Ali sempre compram algumas garrafas e tiram fotografias.

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O BAR, MUSEU E MERCANTIL DE CACHAÇA DE PIRACURUCA

 

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O Carnaval em Teresina há 100 anos

O Carnaval é a festa popular mais tradicional do Brasil, embora já bastante desvirtuada de suas formas originais, que hoje mistura gêneros musicais e modismo que nada tem da festa secular. Do Brasil Colonial até o início dos anos 1900 era mais conhecido como entrudo, uma festa muito grosseira. Para as famílias havia o Entrudo Popular, para o povão, o Entrudo do Povo.

Segundo www.wikipedia.org, comemorado em Portugal desde o século XV, o entrudo foi trazido pelos portugueses para a então colônia do Brasil e em finais do século XVIII era já praticado por todo o território. Consistia em brincadeiras e folguedos que variavam conforme os locais e os grupos sociais envolvidos. Com a mudança da corte portuguesa para o Rio de Janeiro, surgiram as primeiras tentativas de civilizar a festa carnavalesca brasileira, através da importação dos bailes e dos passeios mascarados parisienses, colocando o Entrudo Popular sob forte controle policial. A partir do ano de 1830, uma série de proibições vai se suceder na tentativa, sempre infrutífera, de acabar com a festa grosseira.

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JOGOS DURANTE O ENTRUDO FAMILIAR NO RIO DE JANEIRO. AQUARELA DO INGLÊS AUGUSTUS EARLE (1793-1838), CERCA DE 1822. ESTAS BOLAS BRANCAS QUE OS CARNAVALESCOS ATIRAM UMAS NOS OUTROS ERAM RECHEADA COM UM LÍQUIDO DE LIMÃO DE CHEIRO, ANTECESSOR DO LANÇA-PERFUME. REPRODUÇÃO

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Calixto, o santo de Piripiri

O ano de 1932 foi de desagradáveis acontecimentos. Piripiri perdeu vários filhos, alguns desconhecidos e outros que deixaram sua marca na história do município, como João de Freitas e Silva, Coronel Thomaz Rebello e sua filha Cassiana Rocha. 

Também aquele período ficou conhecido como o ano de umas das piores secas que o Piauí enfrentou, talvez até maior que as secas de 1915 e 1877. 

Foi nesse cenário de penúria que se inicia uma bonita história de devoção e fé. 

Calixto era um pacato cidadão que residia na zona rural de Piripiri. Apesar de pobre, era uma pessoa caridosa. 

Naquele verão contínuo de 1932, Calixto convida seu cunhado para acompanhá-lo numa pequena viagem à Periperi. Calixto sentia umas dores fortes na região do estômago e, por isso, evitava andar sozinho. 

O motivo do deslocamento do interior para a “rua” (como era chamada a zona urbana) era para comprar alguns mantimentos para o sustento de sua família. 

Na volta, Calixto sentindo fortes dores na região estomacal, pede para seu cunhado levar suas compras, pois o mesmo descansaria e, assim que melhorasse, seguiria seu caminho. 

O cunhado obedece ao pedido de Calixto e faz o caminho de volta para casa, deixando Calixto sob a sombra de um crioli (árvore frutífera nativa de nossa região). Melhorando um pouco, Calixto deixa o local onde estava seguindo em direção a uma “mata de criolis” e lá, parando mais uma vez, é acometido por um dor lancinante. Com sede, fome, Calixto não resistiu muito tempo. Seu cunhado, estranhando a demora do amigo, retorna ao local onde deixara Calixto descansando, mas não o encontra. Anda em diversas direções e desiste da busca. 

Próximo a essa mata de criolis, morava Dona Maria Generosa, mãe do adolescente Antônio Generosa. A humilde casa de Dona Maria Generosa foi levantada no local onde hoje está construído o prédio da extinta Cibrazem. 

Antônio Gomes da Silva (Antônio Generosa), com então quinze anos de idade, caçava de baladeira próximo a sua casa. Ao acertar uma rolinha, Antônio sai à procura da pequena ave, mas não a encontra. Resolve procurar mais adiante, em direção à mata de criolis (onde hoje funciona o supermercado “Comercial Carvalho”) quando sente um forte e desagradável cheiro. Ao se aproximar do local, depara-se com o corpo de Calixto, já em estado de decomposição. Os urubus já estavam furando o corpo. 

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A Capelinha de Maria das Graças, a Santa de Piripiri

Em data imprecisa dos anos 1970, um ônibus procedente de Parnaíba com destino a Teresina sofreu gravíssimo acidente na BR-343 em Piripiri, entre o atual Balão do Chico Jovem e o Posto da Polícia Rodoviária Federal. Dentre os passageiros sinistrados estava a jovem parnaibana Maria das Graças, com dezesseis anos, que ia a Teresina dar assistência a uma irmã que havia partejado.

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IMAGEM ORBITAL MOSTRANDO A POSIÇÃO DA CAPELINHA ONDE OCORREU O DESASTRE ÀS MARGENS DA BR-343, EM RELAÇÃO AO BALÃO DO CHICO JOVEM (ENTRADA DE PIRIPIRI) E A POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL.

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Raizadas e pomadas milagrosas no Piauí

O uso de plantas medicinais teve seu início provavelmente na pré-história. Os homens primitivos, assim como os animais, iniciaram as "práticas de saúde", alimentando-se de determinadas plantas pelo instinto de sobrevivência. Com isso, poderiam ter observado determinados efeitos para minimizar suas enfermidades, acumulando conhecimentos empíricos que foram passados de geração para geração (www.farmaverde.com.br).

O acúmulo dessas informações pelos homens primitivos propiciou o surgimento de uma cultura da arte de curar e da farmacoterapêutica, que se tornou uma das bases importantes para o nascimento da medicina (id.).

Ao longo da História do Brasil, desde a época colonial até os dias de hoje  grande parte da população tem devotado uma fé incomensurável no poder criativo das plantas e em alguns casos, em produtos de origem animal. Numa época em que ainda não havia os modernos remédios, a única chance para a cura de incontáveis males era o conhecimento da capacidade curativa da natureza que os colonos tinham a sua disposição nas matas e rios.

Eram as raízes, folhas, sementes, frutos e cascas das árvores, conhecimento em parte herdado de nossos indígenas. Tanto na forma de chá, como de unguento, lambedor, tintura, inalativo ou de garrafada. Do outro lado, banha de galinha, banha do peixe boi, etc.

No Mercado Central ou Mercado Velho de Teresina existem alguns pontos e bancas que vendem incontáveis tipos de produtos medicinais de origem vegetal.

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BANCA DE PLANTAS MEDICINAIS NA ÁREA DO MERCADO VELHO DE TERESINA. FOTO: RAFAEL NOLETO 

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