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O município de Bom Princípio do Piauí se localiza na microrregião do litoral piauiense, distante a cerca de 333km da capital Teresina, limita-se ao norte com Luís Correia, leste com Luís Correia e Cocal, sul com Buriti dos Lopes e Cocal e oeste com Parnaíba e Buriti dos Lopes. Foi no passado uma das passagens do trem que ligava o litoral do Piauí à capital Teresina.


ANTIGA ESTAÇÃO FERROVIÁRIA LOCALIZADA NO CENTRO DA CIDADE, DATADA DE 1922

 

Vários sítios arqueológicos com pinturas rupestres estão situados dentro dos limites do município, fizemos uma visita ao local no ano de 2013 para catalogar esses sítios e desenvolver uma pesquisa sobre a Geolocalização de Sítios Arqueológicos através do aplicativo Google Earth, esse trabalho foi feito em conjunto com Lanna Letícia Oliveira (na época aluna do IFPI Campus Parnaíba), e foi publicado nas Revistas Arqueologia Pública – UNICAMP e Tecnologia e Ambiente – UNESC-SC. Obtivemos na época um importante apoio da Sra. Ângela Bessa e do Radialista Toinho Cardoso que nos guiou até os sítios.


GEOLOCALIZAÇÃO DOS SÍTIOS VISITADOS NO MUNICÍPIO DE BOM PRINCÍPIO DO PIAUÍ

 

Ao todo foram catalogados 6 sítios com pinturas rupestres, são eles: Guaritas 1 - Gruta com Pinturas, Guaritas 2 - Painel com Pinturas, Guaritas 3 - Castelinho do Índio, Guaritas 4 - Gruta do Nêgo, Guaritas 5 - Pedra do Aviãozinho e Furna do Letreiro - Casa de Pedra.



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Em 2014 noticiamos aqui no portal a ameaça que alguns dos sítios arqueológicos com pinturas rupestres em Piracuruca estavam sofrendo, 4 anos depois, fizemos novamente uma visita a dois desses sítios, comprovamos a situação precária em que se encontram e vimos que nenhuma providência foi tomada. Por tratar-se de áreas praticamente integradas ao ambiente urbano necessitariam de uma ação controlada para a ocupação desses espaços, o que infelizmente não se observa.

Os sítios visitados foram o do Limoeiro e o do Olho D’água do Padre, em novembro de 2018 observamos o total descaso com o patrimônio arqueológico do município, no caso do Limoeiro as ações graves são o vandalismo e a queimada, já no Olho D’água do Padre é a ocupação desenfreada e o lixo, nesse caso particular, há cerca de 15 anos foi sugerido a criação de um Parque Municipal, nessa época ainda dava para frear a ocupação desregrada do terreno, hoje infelizmente restam poucas pinturas, desprotegidas em uma área totalmente loteada.

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O município de São José do Divino está localizado no norte do estado do Piauí, na Macrorregião Meio-Norte, Território de Desenvolvimento dos Cocais. Possui uma área de 318 km2 e fica a cerca de 233 km de Teresina, capital do estado do Piauí. A cidade apresenta os seguintes limites territoriais: Caraúbas do Piauí, Joaquim Pires e Batalha ao Norte, Piracuruca e Batalha ao Sul, Batalha e Joaquim Pires a Oeste e Piracuruca a Leste. Sua população era de 5.148 habitantes, de acordo com o Censo realizado em 2010 [1]. Dentro dos seus limites, assim com em toda a região circunvizinha, ocorrem diversos sítios arqueológicos com arte rupestre, de acordo com o Cadastro Nacional de Sítios Arqueológicos (CNSA) do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), são 47 os sítios catalogados no município de Piracuruca [2], nesse cadastro não se encontram incluídos os sítios arqueológicos de São José do Divino, o que leva a crer que esse levantamento é anterior à emancipação do município de São José do Divino que se desmembrou de Piracuruca em 1992.

A arte rupestre é o conjunto de desenhos pintados (pictogramas) ou esculpidos (petróglifos) nas rochas, nas paredes e nos tetos das cavernas pelo homem pré-histórico. Para produzir esses desenhos, esses indivíduos utilizavam ossos, penas de animais e pedras como pincéis e fabricavam suas próprias tintas utilizando sangue de animais e outros elementos. É um patrimônio pré-histórico importante devido à quantidade e relevância de informações que ela pode fornecer sobre os nossos antepassados. Essas representações, por serem imóveis e visíveis, são fontes notáveis de simbolização, pois são testemunhos das atividades individuais e/ou coletivas, do cotidiano das populações que as produziram. Com relação à semântica dos desenhos, as artes rupestres podem ser figurativas ou geométricas abstratas. As três principais categorias de representação da arte rupestre são: as figuras humanas, os animais e os sinais [3]. É o tipo de arte mais antigo da história, com início no período Paleolítico Superior e é encontrada em todos os continentes. O estudo desta arte permite que os pesquisadores conheçam mais e melhor os hábitos e a cultura dos povos da antiguidade, fornecendo informações preciosas acerca da pré-história [4] (Figura 1).

Figura 1 – Ilustração do homem primitivo e a arte rupestre
Fonte: http://3.bp.blogspot.com/_yuw__HrXOFI/SeZNsYclyII/AAAAAAAAABU/
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No norte do Estado do Piauí, em terras do Município de Piracuruca, limitando com o contíguo Município de Brasileira, há um conjunto de monumentos naturais, em rochas areníticas, moldado pela ação erosiva pluvio-diferencial ao cabo de milhões de anos, que, em face da separação casual das pedras em sete blocos mais ou menos distintos, recebeu a denominação de “Sete Cidades”, compondo, hoje, o parque nacional[1] de mesmo nome.


Registro do "Castelo" na "Terceira Cidade"

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A velha e surrada historieta da pomposa descoberta do Brasil por Pedro Álvares Cabral (1467 ou 1468 - 1520 ou 1526) e a do nosso Piauí pelo bandeirante paulista Domingos Jorge Velho (1614-1703) ou pelo português Domingos Afonso Mafrense vez por outra é posta espremida contra a avassaladora parede da contestação e da desconfiança. Teria tudo se passado realmente assim mesmo, mecanicamente compassado, como arquitetam maquiavelicamente as conspirações gabineteanas dos nossos jumentóides e intragáveis sábios de plantão?

O que teria se passado no nosso país séculos antes de Cabral e do naufrágio do infausto Nicolau de Resende no delta parnaibano no século XVI? Só o ir e vir interminável de irrequietos e impulsivos povos nômades brasílicos, num cotidiano apenas de abrangência interna, sem nenhuma ingerência de navegantes de outros continentes, como é muito cômodo afirmar? Nada de fenícios, de vikings, de egípcios, de normandos, de povos do mar, de atlantes, etc.?

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MAIS DE DUAS CENTENAS DE KM DO OCEANO, O DESENHO DE UM NAVIO COM DUAS VELAS NO LUGAREJO PICOS, MUNICÍPIO DE CASTELO DO PIAUÍ.