Balegão: o bandido do Piauí Colonial

Seu nome era Luiz Cardoso Balegão (?-1726?). Não se sabe muito sobre sua vida pessoal, mas o supomos baiano ou português. Sua história de truculência se passa no período de 1720-1725 na antiga Capitania do Piauí. Naquela época o poder de alguns latifundiários e de autoridades reais eram incontestáveis. Com as imensas distâncias a percorrer, os limitados meios de comunicações decorrentes do isolamento da Capitania e o poder outorgado a certos funcionários reais, a corrupção, a extorsão, os assassinatos eram comuns. 

Ilustra fielmente esta falta de lei e ordem no território piauiense outros facínoras como o etnocida João do Rego Castelo Branco (? - ?) que por volta de 1761 iniciou uma carnificina generalizada contra os indígenas e arbitrariedades contra os colonos do Piauí, não só tendo apoio oficial como também chegando a fazer parte da Junta de Governo. Outro Foi Luís Carlos de Abreu Bacelar (1751? – 1815?), o Serra Negra, o homem mais poderoso, misterioso e cruel da Capitania de sua época ali por volta de 1800, tendo também feito parte da Junta de Governo. Nenhum destes dois nunca foi punido por seus crimes.

A princípio Balegão era um elemento de alta patente no Governo Colonial. Era Preboste Geral do Piauí, ou seja, agente do Rei encarregado de ministrar justiça e gerir a propriedade que lhe era confiada. Mas parece que Balegão, estava fazendo mal uso de suas funções, desviando parte dos dízimos (impostos) arrecadados entre a população da Vila de Parnaguá, que abrangia todo o sul do atual Piauí. Tentou então justificar-se perante seu superior atirando a culpa no Capitão-mor Manuel Álvares de Sousa (?-?). 

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ANTIGOS PREBOSTES. FONTE HTTP://IANTALLING.BLOGSPOT.COM.BR 

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O irônico caso do prisioneiro "Sol Pôsto" em Piracuruca-PI

O jornalista, crítico, contista e memorialista maranhense Humberto de Campos (1886 - 1934) publicou em um dos seus livros uma curiosa passagem intitulada "O prisioneiro Sol Pôsto" o episódio teve como cenário a cidade de Piracuruca-PI, não temos o nome e nem sabemos o ano em que a publicação foi lançada, no entanto temos o texto que diz o seguinte:


IMAGEM ILUSTRATIVA

Domingo último, 8 de fevereiro, publicaram os jornais cariocas este curioso telegrama de Portugal, fornecido pela United Press:

"Lisboa, 7 - Os presos da cadeia de Monte-Mor-Novo serraram as grades do cubículo saindo a passear pelas ruas e a libar pelas tabernas durante a noite, regressando pela manhã à cadeia, com exceção de um deles, cujo paradeiro é ignorado".

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Desordeiros invadiram Peripery em 1884

Em fevereiro de 1884 um grupo de trabalhadores (mas desordeiros) no seu descanso dominical veio bagunçar a então pacata vila de Peripery, na época com menos de uma centena de residências, quase todas de palha. Eram trabalhadores que estavam construindo a linha telegráfica com fios da Serra Grande (Ceará) até Piripiri, concluída exatamente no final daquele ano. 

Curioso é que estes “trabalhadores” pela falta de lazer aos domingos, após a semana toda nos matos e serras no seu labor árduo vinham se divertir agredindo covardemente a população da vila. Talvez sua exclusão social no seio da sociedade piripiriense da época fosse a causa de tanta revolta e agressão. 

Governava na época a vila o Presidente da Câmara, o Cel. Estêvão Rabelo de Araújo e Silva (1845-1926), a quem coube resolver a questão. 


DETALHE DE PARTE DA NOTÍCIA NO JORNAL “GAZETA DE NOTÍCIAS”- RJ 

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Arquivo policial

Abrange questão de banditismo, crimes e revoltas populares no Estado desde o povoamento da Capitania.

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