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Arquitetura e decoração

O casarão Espedito Rezende em Piripiri

De maneira acelerada as cidades do Piauí vão repassando para a lembrança nebulosa seu passado histórico na forma de obras arquitetônicas. Mais e mais edifícios históricos, que contam em si episódios de nossa história política, cultural, familiar e comercial são derrubados sem nenhum empecilho do Poder Público, transformando em escombros e poeira a História e a Cultura de um povo. Uma minúscula proporção destas edificações antigas é salva pelo processo de tombamento.

Piripiri não fica fora deste triste padrão. Pouquíssimos casarões, chalés ou prédios comerciais antigos sobreviveram ao avassalador rolo compressor da modernidade comercial e urbana. Nesta Cidade existe apenas um prédio tombado pelo Patrimônio Público e por muito pouco este tombamento surtiu êxito.

Trata-se do prédio conhecido como Casarão do Espedito Rezende, localizado na porção central da Cidade, delimitado pelas ruas Coronel Antônio Coelho (frente), Padre Domingos (esquerda) e São Francisco (direita). Consta nos registros da FUNDAC como datado de 1888. Portanto, secular!

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IMAGEM PARCIAL DO CASARÃO HÁ CERCA DE UM ANO.

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Relíquia arquitetônica na Rua Coelho Rodrigues

A Teresina de tempos idos resiste esporadicamente em velhos e muitas vezes condenados casarões. Em nome do progresso duvidoso se apaga o passado histórico e glorioso. Uma agonia que parece não ter fim.

No trecho da Rua Coelho Rodrigues entre a Praça João Luís Ferreira e a Rua Treze de Maio, ali próximo onde era o Cine Royal, uma pérola da nossa arquitetura talvez esteja exalando com seus últimos suspiros.

Na verdade, me parece que o velho casarão já foi seccionado ao meio, para dar lugar à entrada de um estacionamento nos fundos do terreno.

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O VELHO CASARÃO HOJE SE APRESENTA MUITO ESTREITO. OBSERVEM A ENTRADA DO ESTACIONAMENTO AO LADO, NO MESMO IMÓVEL, E O CORTE QUE PARECE TER SIDO FEITO DESTRUINDO A PORÇÃO DIREITA PARA A INSTALAÇÃO DO PORTÃO DE ACESSO DO ESTACIONAMENTO.

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O casarão do Padre Freitas em Piripiri

O Padre Domingos de Freitas e Silva (1798-1868) veio de sua cidade natal  Parnaíba para Piracuruca e sucessivamente para Piripiri, esta provavelmente em 1840. Ex-participante do movimento de independência em 1822, consta que estabeleceu uma fazenda cuja sede estaria no que hoje é o açude Anajás, no centro da atual Piripiri. Alguns anos depois, por volta de 1850 (?), teria construído um casarão onde hoje se insere a Praça da Bandeira e a Igreja-matriz de Nossa Senhora dos Remédios.

Vivendo maritalmente com Lucinda Rosa de Souza (? – 1839), dessa união nasceram cinco filhos. Com o falecimento da primeira consorte, uniu-se no ano seguinte a Jesuína Francisca da Silva, com que teve sete filhos.

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TALVEZ A ÚNICA IMAGEM DE UM DOS FILHOS DO PADRE FREITAS. DEVE SER  DOS ANOS 1870-1880. ESTE É DO PRIMEIRO CASAMENTO DE SEU PAI, DO QUAL NÃO HÁ FOTO OU PINTURA. AUTORIA DA IMAGEM DESCONHECIDA.

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Os castelinhos: a exuberante arquitetura antiga de Piracuruca

Piracuruca, histórica cidade localizada no norte do Piauí, possui um dos mais ricos patrimônios arquitetônicos do Piauí. Segundo IBGE, no começo do século XVIII, os irmãos Manuel e José Dantas Corrêa, desbravando os sertões piauienses, fundaram nas terras do atual município de Piracuruca diversas fazendas de criação de gado. Certa vez, aprisionados pelos índios quiriris, fizeram promessa à N. S.ª do Carmo de no local construírem um templo consagrado à Virgem, caso escapassem do cativeiro. Obtida a graça, deram início em 1718 à construção do majestoso templo, em torno do qual surgiu uma próspera povoação.

Distrito criado com a denominação de Piracuruca, anterior a 1760.

Elevado à categoria de município de Piracuruca, pelo distrito de 06-071832, desmembrado de Parnaíba. Sede na antiga vila de Piracuruca. Constituído do distrito sede. Instalado em 23-12-1832.

Elevado à condição de cidade, pela lei estadual nº 1, de 29-8-12-1889.

Segundo Gerson Meneses a partir do dia 26 de janeiro de 2012 a cidade de Piracuruca, no norte do estado do Piauí, passou a fazer parte da lista do Patrimônio Cultural Brasileiro, o IPHAN – (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) que reconheceu oficialmente, através do seu Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, que a cidade compõe uma rede que revela e valoriza a riqueza e a diversidade do patrimônio cultural no estado do Piauí, assim, o centro histórico da cidade passou a ser tombado.

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DEMARCAÇÃO DA ÁREA TOMBADA NO CENTRO DE PIRACURUCA-PI. FONTE: GERSON MENESES.

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As pinhas na decoração arquitetônica de Piripiri

Em época de se lamentar a recente derrubada de casarão antigo no centro da cidade de Piripiri-PI, sem que se tenha inventariado sua possível condição de patrimônio arquitetônico, observa-se, curiosamente um caso de inversão desta mentalidade.

Enquanto alguns preferem se livrar de antigas e arcaicas construções, monetariamente desvalorizadas, outros, com suas edificações modernas procuram dar um toque nostálgico na decoração, nos remetendo ao período neoclássico. 

Neste período, de meados do século XIX até início do século XX, era comum o uso de platibandas, extensão da parede da fachada além do beiral, que servia de elemento estético e ainda para carrear as águas das chuvas para algum tanque através de calhas embutidas.

O alto destas platibandas se decorava com pináculos, estátuas, vasos, bolas,  pinhas, etc. Os materiais eram diversos: louça branca, mármore, pedras diversas, concreto, bronze, etc. Alguns destes elementos também decoravam colunas de portões.

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PLATIBANDA COM BALAÚSTRES, NA RUA SANTO ANTÔNIO, BELÉM, PARÁ, DECORADA COM VASOS (1) E PINHAS (2). FONTE: DOMINGOS OLIVEIRA, 2011.

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