O último bangalô residencial do centro de Teresina

Eles já tiveram seus tempos áureos, pelo menos até os anos 1960. Localizados principalmente na Av. Frei Serafim e no Centro, bangalôs e chalés aos poucos foram perdendo espaços para a modernidade. Muitos foram simplesmente demolidos para dar lugar a construções modernas. Outros alugados tiveram sua fachada e interior em grande parte alterados. Não havia mais espaço para eles. Os terrenos estavam por demais valorizados para antigos imóveis residenciais. Ficou o passado, a nostalgia e alguns renitentes, que insistem em continuar a viver espremidos entre prédios, estacionamentos e lojas comerciais.

No centro de Teresina mesmo restam poucos bangalôs, casarões ou sobrados residenciais, perdidos entre as estruturas comerciais e a selva de pedra, cimento e vidro. Um deles chama particularmente nossa atenção. Parece-nos ser não só o mais belo, mas também o mais central dos bangalôs dos anos dourados da vida teresinense. Fica na Rua 13 de Maio, ao lado do prédio do antigo BEP, hoje Banco do Brasil e repartições estaduais, possuindo características ecléticas.

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TOMADA DA FACHADA PRINCIPAL DO BANGALÔ DA 13 DE MAIO.

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Um belo e abandonado casarão na Rua Senador Teodoro Pacheco em Teresina

O que restou da arquitetura antiga em Teresina é extraordinário. Mesmo com o desaparecimento de inúmeros prédios históricos e antigos ainda restam relíquias deslumbrantes. Infelizmente a tendência é que a maioria destas edificações do Centro se transforme em modernas lojas ou estacionamentos.

A Rua Senador Teodoro Pacheco (antiga Rua Bela), poucas quadras da Praça Pedro II ainda preserva alguma riqueza no casario antigo. Um deles, abandonado, se localiza entre as Lojas Americanas (lado esquerdo) e um estacionamento (lado direito). A edificação possui uma fachada deslumbrante.

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FACHADA DO CASARÃO ANTIGO.

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A Farmácia de Seu Licínio de Brito em Piripiri

Há alguns dias fizemos uma matéria onde comentávamos a esplendorosa edificação que um dia serviu de residência ao rico empresário piripiriense João Coelho de Resende (1884-1954), procurador, prefeito nomeado e fazendeiro de Piripiri. Sua mansão ficava ali na Praça da Bandeira, com duas frentes, uma voltada para a Rua Felinto Resende e outra para a atual Rua Prof. Bem.

Seu vizinho imediato pela Rua Felinto Resende era a Farmácia do Sr. Licínio Brito (1879-1962), separados materialmente pela entrada da casa do Resende com um terraço avarandado, e por parte do Sr. Licínio, por um estreito corredor. 

Como na época da foto abaixo (1950) o trânsito por esta rua era feito por raros caminhões, jipes, carroças, burros, etc., ou seja, veículos e animais rústicos, não havia a preocupação de se retirar a mancha branca protuberante que se vê no meio da rua, que são lajedos de arenito. Hoje este trecho seria quase intrafegável para os veículos com trações modernas, que poderiam ter suas suspensões comprometidas. Aliás, na imagem sequer se observa algum tipo de veículo, seja a tração mecânica, seja a tração animal. Nem jumentos, nem bicicletas, nada. Somente dois tranquilos pedestres que circulavam sem o perigo de serem atropelados por imbecis que pilotam motos e levantam o pneu dianteiro. Nem tinham que ouvir as zoeiras jumentais dos paredões dos carros de som... Era uma Peripery pacata, ordeira e provinciana...

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CENÁRIO DA ANTIGA FARMÁCIA DE SEU LICÍNIO BRITO E VIZINHANÇA: PRÉDIO ANTIGO, ABANDONADO, FOI O BAR “THE PLACE” (1); CASARÃO DO CORONEL COELHO RESENDE, COM MUITOS MOTIVOS DECORATIVOS ENCIMANDO A PLATIBANDA (2); ENTRADA COM TERRAÇO E VARANDA DA CASA DO CORONEL (3); ENTRADA LATERAL DA FARMÁCIA (4); FACHADA DA FARMÁCIA (5), COM DUAS PORTAS E TRÊS JANELAS EM ARCO PLENO OU EM TRAVE RETA COM ARCO PLENO DECORATIVO, OBSERVANDO-SE O LIMITE ESQUERDO DA EDIFICAÇÃO (6); LAJEDOS DE ARENITO NO MEIO DA RUA (7).

Quanto à citada farmácia de Seu Licínio de Brito Mello, farmacêutico e prefeito nomeado Piripiri, à esquerda da Casa do Cel. Coelho, ainda existe parcialmente, com as três “janelas” em verga reta envolvida na parte superior por um arco pleno decorativo e motivos laterais em relevo. Hoje, porém estão transformado em portas num prédio comercial. Ainda é possível observar as características decorativas nas ex-janelas e agora portas comerciais, bem como a cornija saliente logo acima. As duas antigas portas deram origem a parte da casa vizinha da família Holanda.

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Amarante ontem e hoje

Cidade histórica do Piauí, a pitoresca Amarante, nas margens do Rio Parnaíba, é a mais portuguesa das cidades piauienses, com seus casarões e azulejos tradicionais. 

Inicialmente duas fotos separadas por mais de 50 anos: a mais antiga na lente do fotógrafo húngaro Tibor Jablonsky (1924-?), tomada em 1957; a segunda, mais recente, imagem de 2003. Em primeiro plano a cidade de Amarante, com sua espaçosa avenida e largo calçadão com muita arborização, Ao fundo, já do lado maranhense observa-se formas de relevo em mesas, no município de São Francisco do Maranhão.

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AMARANTE EM 1957, FOTOGRAFADO POR TIBOR JABLONSKY. ACERVO IBGE. 

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Arquitetura antiga da Ótica Matos na Praça Rio Branco em Teresina

Bem antes de a Praça Pedro II se tornar o centro glamoroso da capital piauiense, era a Praça Rio Branco que detinha este título. Iluminação elétrica precoce, bares, restaurantes, cinemas, passeio público, espaços de lazer, etc. Ali se reunia ou passeava a fina flor da sociedade teresinense das primeiras décadas do século XX.

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IMAGEM ANTIGA DA PRAÇA RIO BRANCO. A DIREITA PODE SER OBSERVADO UM BANGALÔ ONDE SE FAZIAM APRESENTAÇÕES. REPRODUÇÃO.

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