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Arquitetura e decoração

O descaso patrimonial com o casarão de Dona Alemã

Manter uma edificação história de suprema importância para uma Cidade ou para o próprio estado do Piauí sempre foi uma tarefa árdua, esbarrando geralmente na incompetência ou alienação cultural dos gestores. Em casos muito relevantes por vezes o Poder Público usa instrumentos legais para tombar o imóvel e protegê-lo da ruína. Mas nem sempre estas medidas legais surtem efeito. É o caso da casa de fazenda de Dona Alemã (Vovó Alemã), na zona urbana da cidade de Capitão de Campos, norte do Piauí. A edificação se insere hoje na zona urbana da Cidade, numa colina do bairro Caixa d’Água, esquina das ruas José Fernandes com Raimundo Lopes.

Segundo FUNDAC (julho de 2009) o imóvel é propriedade atual da Municipalidade. Foi tombado pelo Decreto Estadual nº 8.686 de 06/07/92.

Sua área construída é de aproximadamente 200m² e na época do relatório FUNDAC (julho de 2009) apresentava-se em bom estado de conservação, funcionando ali uma creche municipal, como mostrava a foto abaixo.

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IMAGEM DA CASA DE DONA ALEMÃ POR VOLTA DE 2009, QUANDO AINDA APRESENTAVA CERTA CONSERVAÇÃO. FONTE: FUNDAC.

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Mais um patrimônio arquitetônico antigo de Piripiri vira escombros

Estamos relativamente acostumados a ver nosso passado em forma de edificações ruírem quase que diariamente nas cidades e nos campos piauienses. Uns tombam pelo abandono e desinteresse dos proprietários. Outros, geralmente localizados nas zonas comerciais das cidades, são alvos de especulação imobiliária. O que vale é o terreno...

Quase nunca há ação dos órgãos competentes dos poderes públicos. Geralmente não possuem verba nem pessoal suficiente para classificar e estudar um imóvel antigo antes de decidir se seria conveniente a sua demolição.

A nível federal o IPHAN-Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico nacional; a nível estadual a FUNDAC-Fundação Cultural do Piauí; a nível municipal, bem, somente algumas cidades como Teresina possuem órgão competente.

A população da aprazível cidade de Piripiri viu recentemente com muito contragosto mais uma demolição de um casarão histórico, feito de maneira rápida e fulminante, em meados de abril de 2015. Trata-se da antiga residência do Sr. Álvaro de Melo Castro, na Praça da Bandeira, cruzamento das ruas Prof. Bem com Felinto Resende.

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ESTA ANTIGA EDIFICAÇÃO DE ESQUINA NA PRAÇA DA BANDEIRA HOJE É SÓ UM TERRENO. ALI JÁ FOI RESIDÊNCIA, BAR, COMITÊ POLÍTICO, ETC.

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A “Telha do Pará” na arquitetura antiga de Piripiri

Em tempos idos até meados do século XIX as casas e sobrados do Brasil eram recobertas por telhas canal ou colonial, moldadas artesanalmente por escravos. Eram naturalmente muito irregulares, o que gerou uma crença popular de que eram feitas nas coxas. A expressão inclusive transcendeu o discurso técnico, e é ainda hoje utilizado para designar pejorativamente qualquer coisa mal feita (Colin, 2010).

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TELHADO COLONIAL APRESENTANDO A IRREGULARIDADE NO FEITIO DAS PEÇAS E A VARIAÇÃO DE CORES. FONTE DA IMAGEM: COLIN, 2010.

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O palacete de Tertuliano Filho em Pedro II

Poucas são as edificações no estilo palacete, com marcantes características neoclássicas, preservadas integralmente na arquitetura piauiense. Um exemplar notável está na histórica e turística cidade de Pedro II, norte do Piauí. 

Trata-se da antiga residência do político pedrossegundense Tertuliano Brandão Filho (1864-1932), localizada na Praça da Independência, precisamente na confluência das ruas Tertuliano Filho (fachada principal) com João Benício da Silva (fachada secundária) Talvez a mais imponente desta serrana Cidade, de riquíssimo patrimônio arquitetônico preservado.

Bem material tombado como Patrimônio Público Estadual pela FUNDAC – Fundação Cultural do Piauí, através do Decreto: Nº 8.686 de 06/07/92, hoje a construção é denominada Memorial Tertuliano Brandão Filho.

O diferencial entre o Memorial e muitas outras edificações tombadas no Piauí é que a preservação desta de Pedro II se dá tanto na fachada como na estrutura interna.

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O IMPONENTE E ELEGANTE MEMORIAL DE PEDRO II CHAMA A ATENÇÃO DO VISITANTE.

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Quando o passado vira pó

Nas cidades piauienses vemos com lamentável frequência velhos casarões ruírem paulatinamente pelo abandono, ou serem levados ao chão pela especulação imobiliária. Junto com eles parte de nossa História e de nossa Cultura. Lembranças perdidas de pessoas e fatos sociais.  Esta herança material é constituída por patrimônio fixo, tipo telhas, portas, ladrilhos, decorações de fachada, etc. e móveis, como baús, oratórios, cerâmica, porcelana, objetos metálicos, etc.

Em cidades como Teresina vemos isso em quase toda a zona central da Cidade. Estamos sempre em contato com esta triste realidade. Imóveis antigos derrubados indiscriminadamente para em seu lugar serem edificados lojas ou estacionamentos. Porém na zona rural do Estado, notadamente as mais ermas, este tipo de ruína por abandono ou reforma de antigos casarões é praticamente imperceptível aos olhos do interessado em nosso passado, em decorrência de seu afastamento dos centros urbanos. Poucos veem a desolação e ainda assim manifestam indiferença.

Um destes antigos casarões rurais pode ser exemplificado por um situado no local Residência, zona rural do município de Prata do Piauí. Deve ter entre 70 e 100 anos, especulamos.

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O CASARÃO DA LOCALIDADE ERMA RESIDÊNCIA, EM PRATA DO PIAUÍ.

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